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09

Outubro

19

Digital Design

20 votos

Introdução ao Digital Product Design

Existem muitas semelhanças entre o Digital Product Design e alguns dos campos mais tradicionais do design, como o design industrial ou o design gráfico, e cada vez mais os profissionais têm feito esta transição.

Neste artigo, cujo conteúdo provém originalmente de uma palestra da comunidade de designers Wisconsin UX, são explorados os princípios básicos que se aplicam tanto ao mundo do design gráfico como digital, e que os designers podem aproveitar caso pretendam esta evolução.

O que é o Digital Product Design?

Envolve a criação de produtos baseados em software através de metodologias de pesquisa, arte e psicologia, para uma variedade de indústrias e mercados. O uso desses métodos e práticas permite que um Digital Product Designer crie uma experiência melhor para clientes e utilizadores, 2alcançando resultados através de uma abordagem iterativa de aprendizagem e design.

As práticas e skills do Digital Product Design continuam a crescer e evoluir e podem ser aplicadas a qualquer setor ou mercado. Assim, antes da passagem para este campo, é normal surgir a questão: “Que skills tenho atualmente e poderei usar no design de produtos digitais?.

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Que princípios do Design gráfico ainda se aplicam?

Alinhamento
No mundo do Product Design, o pensamento recai sempre no alinhamento, e este surge na forma de grelhas. Grelhas básicas padrão, como uma de 12 colunas, de algo como bootstrap, ou uma grelha rígida de 8 pontos com base no design do material. Será analisado como é que essas grelhas e elementos se ajustam com base no tamanho do ecrã: “como fica a minha web app num smartphone?”.

Hierarquia

A hierarquia aplica-se ao Digital Product Design assim como nas artes gráficas. A maneira como as informações são exibidas irá ajudar os utilizadores a decidir o que é importante e irá orientar os seus olhos no design. No design de produto, também é preciso considerar a estrutura da interface, os dados e os elementos de navegação como todas as partes iguais que fazem parte dessa hierarquia.

Contraste

A usabilidade no design de interface é a coisa mais importante: mesmo sites que não são esteticamente tão agradáveis ​​precisam de ser facilmente utilizáveis e amigáveis. Uma das maiores preocupações no mundo moderno de hoje é garantir um bom contraste e legibilidade, e também cores amigáveis ​​para daltónicos. Usar ferramentas como o Stark ou Contrast poderá ser uma boa ajuda neste âmbito.

Cor

A cor é tão importante no design de produto como em qualquer outro campo do design. Mesmo ao criar um design de estilo minimalista, a escolha de uma única cor pode levar a percorrer um longo caminho. Existem recursos, como é o exemplo do Coolers, que podem ajudar a encontrar ótimas combinações de cores.

Espaço

Mais ou menos preenchimento? Assim como o design tradicional ou de ambiente, o uso do espaço pode fazer com que um produto pareça apertado ou esmagador ou, por outro lado, mais fácil de ler e digerir os dados, por parte dos utilizadores.

Desenvolver a mentalidade para Digital Product Design

Depois da análise a algumas das semelhanças e princípios que também se aplicam ao Digital Product Design, para além do design gráfico, seguem-se alguns aspetos importantes a ser considerados.

Foco nas pessoas e no problema em primeiro lugar, e não no produto

Os Product Designers nem sempre têm o produto em primeiro plano: pensam primeiro nas pessoas que o irão usar, como é que este se encaixa nas suas vidas e qual o trabalho que realiza para elas.

Perceber o quê e o porquê

Como designer de produto, será necessário usar vários “chapéus”. Um deles é o de
advogado do cliente, e outro o de business analyst:

Advogado do cliente

O Digital Product Designer será a voz do cliente e comunicará as suas necessidades à equipa. Utilizando pesquisas e entrevistas com clientes, poderá perceber mais proximamente quais são os seus desejos e como é que estão atualmente a solucionar os seus problemas e lidar com frustrações.

Analista de negócios

O outro chapéu (em cima dos muitos que são necessários usar) é o papel de analista de negócios. A função será a de entender e assimilar completamente o negócio e ajudar a documentar não apenas como o design funciona, mas por que é que ele funciona daquela maneira para o negócio em concreto.

Por vezes, os dois papéis podem parecer contraditórios, mas encontrar o equilíbrio entre ambos pode ajudar a criar um ótimo produto.

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Usar a ciência e pesquisa

Descobrir a verdade

Uma das maiores características do Product Design é testar os designs e fazer pesquisas. Antes de criar um único pixel ou esboçar um fluxo de utilizadores, é preciso mergulhar no assunto, entender o que existe no mercado, o que é que os utilizadores já estão a usar, quais são os seus pensamentos sobre o processo e o que gostariam de ver. Esse conhecimento não apenas ajudará a informar sobre o que os utilizadores precisam e desejam, mas também pode dar-nos informações sobre problemas que nem sabíamos que existiam.

Melhorar o design através de testes

Depois de terminados os designs, o passo seguinte será testá-los. O user testing é um dos aspetos mais importantes do design. Com ferramentas como o Invision Studio, o Adobe XD e o Figma, podem ser criados protótipos vinculados, representativos da
aparência do código ativo.

Isto pode ser usado em conjunto com algumas perguntas cuidadosamente direcionadas para entender o que está a funcionar e o que não está. É possível “configurar” os utilizadores para tentar resolver objetivos e observar como eles reagem a determinada solução, descobrindo detalhes ou fluxos que talvez não tivessem sido entendidos antes.

Iniciar a jornada do design gráfico para o design de produto

Quando se pensa na transição de qualquer campo do design para o Digital Product Design, é crucial pensar em todos estes pontos que irão, sem dúvida, ajudar a seguir o caminho certo. Basta pensar no utilizador, pois quanto ao resto já deverá haver alguma familiaridade.

Fonte.

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