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Miguel Raposo
Tutor

entrevista

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Miguel Raposo
Tutor

Miguel Raposo é Director of Influencer Marketing, Influence Media & Partnerships na Fullsix Portugal e tutor da EDIT. Lisboa. Em entrevista, conta-nos o seu percurso e perspetiva sobre a área e o mercado do Influencer Marketing.

Para poder trabalhar bem é necessário definir uma estratégia e não fugir dela quando as coisas começam a correr mal.

E.

Depois de Engenharia Informática, porquê a área do Marketing?
Fala-nos um pouco sobre o teu percurso profissional.

M

Começou pelo conjungar de vários fatores. Trabalhei muitos anos como diretor de IT e vi no digital, especialmente nas agências digitais, que algumas coisas não estavam a ser bem feitas.

Comecei a trabalhar a parte digital de uma empresa que estava parada, a Milenar.

Comprei a empresa e reformulei o negócio, e nos primeiros dois anos a Milenar foi uma empresa de marketing virada para sites e outras plataformas, mas rapidamente se virou para uma área que percebi que estava a começar a aparecer.

Comecei a trabalhar com os primeiros influenciadores, como Paulo Pires e a Alexandra Lencastre. Todos os primeiros influenciadores passaram pela Milenar. O mercado não existia porque as marcas não percebiam que se podia investir em influenciadores e que havia mais que publicar em sites.

O influencer marketing começou por aí e com uma série de oportunidades para começar a trabalhar nesta área. Deixei a Milenar ao fim de 5 anos que se transformou numa empresa, que ainda hoje, é de referência.

E.

Influencer Marketing é o que mais te cativa na área? Quais os maiores desafios com que lidas atualmente enquanto profissional?

M

O marketing de influência vem exatamente por isso. Comecei a trabalhar com a Glam, com a L’Agence, com a Central Models, e com figuras públicas, tudo sem o suporte digital.

O Facebook e o Instagram não tinham aparecido na altura. Já haviam bastantes blogs que começaram a ter algum sucesso e foi isso que me atraíu.

O que mais me cativa é o facto de qualquer pessoa poder tornar-se influenciador, porque basta só saber criar conteúdo, saber passar a sua mensagem para o digital.

Trabalho pessoas de tantas áreas que noutra profissão não teriam tanto sucesso, e ali são elas. Existem influenciadores fabricados, mas diria que os melhores são os genuínos.

E.

Na tua perspetiva, as empresas/marcas em Portugal, têm aproveitado todo o potencial do Marketing Digital? Podes dar alguns exemplos que consideres de sucesso?

M

Não, acho que muitas empresas e marcas não aproveitam as ferramentas como o SEO. Mesmo que atualmente o site seja algo mais institucional, porque as marcas têm tendência para ir para as redes sociais partilhar o seu conteúdo.

Há muitos bons casos de sucesso, por exemplo nas redes sociais a Control. Mas claro, nem todos são bons exemplos, e por isso é preciso cada vez mais profissionais de marcas percebem que no digital não é só vender, é preciso muito mais do que isso.

E.

Quem trabalha nesta área precisa de estar constantemente atualizado. Que plataformas ou recursos utilizas com este objetivo?

M

É um facto, é preciso estar sempre muito atento. O que o digital tem de bom para as marcas, também para quem gosta de aprender: há dezenas de canais, há podcast sobre marketing, há inúmeras ferramentas com que se pode trabalhar.

Por exemplo, para marketing de influência uma plataforma que utilizo é o Sway que analisa resultados de todos os influenciadores. Mas diria que a experiência é o fazer e errar, e sair um bocadinho das regras pode ser positivo para a marca. Durante a formação vamos olhar sobre as tendências, plataformas e outros recursos.

E.

Qual é o teu método de ensino para partilhar conteúdos e conhecimento, na EDIT.?

M

Eu uso muitos casos práticos, utilizo muitos exemplos da minha experiência, partilho mais de 50 casos reais e como foram geridos.

Quem assistir ao workshop terá acesso a campanhas e casos reais, que funcionaram efetivamente.

E.

Por fim, e na tua opinião, que características deve ter um bom profissional de Marketing Digital para que possa diferenciar-se neste mercado tão competitivo?

M

Há um lado muito criativo. Um aluno disse-me que a minha função é mais de criativo do que de diretor de marketing.

É necessário ter muita criatividade e pensar como fazer de forma diferente. Para poder trabalhar bem é necessário definir uma estratégia e não fugir dela quando as coisas começam a correr mal.

Temos que ter a noção que as coisas podem acontecer de um dia para o outro ou demorar muito tempo. Diria que as características de um bom profissional de marketing são ser criativo, não ter medo de arriscar e ter paciência.