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Rita Ramalho

entrevista

Entrevista
Rita Ramalho

11 Julho 18

Rita Ramalho

Entre outros pontos Rita Ramalho salienta, sobre a formação que tirou na EDIT.,"a capacidade [dos tutores] de desafiar os formandos com projetos reais e que nos dão desinibição e competências para o mundo do trabalho”.

A Junior Product Designer na Farfetch foi aluna do curso agora denominado Digital Art Direction & Creativity e refere, nesta entrevista, a importância e incremento dos produtos digitais e o aumento da procura de profissionais da área.

O espírito de comunidade que se vive aquando do curso é notório. Há uma relação de entreajuda, amizade e troca de conhecimentos incrível entre colegas e tutores, o que incrementa imenso a aquisição de competências criativas.

E.

A tua formação académica e experiência situam-se na área do design. Como surgiu o interesse pelo programa Digital Interaction Design na EDIT.? Conta-nos o teu percurso.

R

O meu percurso começa como consultora de design, onde prestava apoio em branding e webdesign a empresas nos mais diversos setores. Posteriormente, exerci funções numa empresa têxtil no âmbito de design de comunicação. Atualmente, desempenho funções de UX/UI designer na Farfetch.

O meu interesse pelo programa Digital Interaction Design surgiu da necessidade de adquirir mais conhecimentos e competências na área digital.

E.

Que aspetos realças desta formação? E que know-how e mais valias te trouxe?

R

O espírito de comunidade que se vive aquando do curso é notório. Há uma relação de entreajuda, amizade e troca de conhecimentos incrível entre colegas e tutores, o que incrementa imenso a aquisição de competências criativas.

E.

Qual o teu feedback sobre a equipa de tutores? Os seus inputs enquanto profissionais da área enriqueceram a aprendizagem?

R

Quando me questionam sobre a EDIT., esse é precisamente um dos pontos que refiro – o cuidado que têm na seleção dos tutores. Todos eles conseguem partilhar a sua própria experiência e transmitir conhecimentos teóricos com uma utilidade prática extremamente rica. Da mesma forma, têm a capacidade de desafiar os formandos com projetos reais e que nos dão desinibição e competências para o mundo do trabalho.

E.

Qual a tua opinião sobre o Projeto 360º Digital Campaign, e o contacto com pessoas das outras áreas de estudo da EDIT.?

R

O Projeto 360º é uma excelente oportunidade para integrar os diferentes passos do processo criativo e a forma como os diversos elementos da equipa de trabalho se inter-relacionam. Adicionalmente, possibilita incorporar estratégias de organização de equipa e metodologias de trabalho.

Desta forma, torna-se evidente a necessidade de sinergia entre Designers, Marketeers, Developers, Project managers, etc., para que se obtenha o melhor resultado possível.

E.

De que modo te manténs atualizada face às novidades e tendências do mundo digital?

R

Hoje em dia, grande parte da informação necessária está disponível online. Por isso mesmo, utilizo o Behance, o Medium, o Dribble, o Awwwards, o Instagram e o Linkedin, onde procuro seguir pessoas da área onde atuo, que me ajudam a evoluir com conteúdo inspirador e atualizado.

Também recorro frequentemente a alguns livros de autores consagrados. De momento, na minha mesinha de cabeceira, tenho dois livros: “UX Strategy: How to Devise Innovative Digital Products that People Want” de Jaime Levy e “Lean UX: Applying Lean Principles to Improve User Experience” de Jeff Gothelf com‎ Josh Seiden.

E.

Tens alguma meta profissional que gostasses de ver cumprida?

R

Atualmente sinto-me bastante realizada por estar a trabalhar numa empresa de e-commerce em constante expansão e desenvolvimento. Desta forma, os meus objetivos a curto/médio prazo passam por adquirir progressivamente mais responsabilidade e preponderância na empresa em que trabalho. A longo prazo, pretendo participar em projetos que me afastem da minha zona de conforto e me permitam aprofundar as minhas áreas de interesse.

E.

Na tua perspetiva quais são as características mais importantes que um Product Designer deve ter?

R

Acima de tudo, curiosidade. Acho que todos os profissionais de áreas criativas têm que fazer um esforço para saírem da sua zona de conforto, desafiarem-se cada vez mais e com isso crescerem criativamente. O objetivo passa por re-imaginar todos os dias o mundo que nos rodeia.

E.

Consideras que o mercado português tem oferta nesta área? Porque devem as empresas apostar em profissionais da mesma, na tua ótica?

R

Julgo que é uma preocupação cada vez maior das marcas e empresas tecnológicas e que a procura nesta área está a aumentar.

Isto porque, na análise de qualquer projeto digital, é crucial refletir sobre a experiência do usuário com o produto, como é que esta prática pode ser melhorada e como se traduz a nível visual. Na minha opinião, estes são os pontos-chave para que a relação com os clientes seja mais duradoura e autêntica.