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Pedro Garcia
Tutor

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Pedro Garcia
Tutor

O CEO & Digital Strategist do One Punch – Digital Creative Studio, Pedro Garcia, é tutor da EDIT. Lisboa desde 2014 e dá-nos a conhecer as suas experiências profissionais, e opinião sobre a área e tendências.

As empresas podem não precisar de profissionais altamente especializados, mas claramente não pode ser a pessoa que trata dos e-mails que vai tratar do marketing digital.

E.

Porquê o Marketing Digital? Conta-nos um pouco sobre o teu percurso profissional.

P

Não foi propriamente uma escolha consciente de início de carreira. Licenciei-me em marketing e, antes de terminar a licenciatura, percebi como o mercado estava a evoluir e que o digital era o que fazia sentido.

Nem sempre trabalhei nesta área, comecei a trabalhar na direção de clientes na SONAECOM. Depois reduzi o horário de trabalho e voltei à faculdade para me licenciar. Após a licenciatura comecei com um estágio na TORKE, já na área do marketing digital, onde fiquei durante 1 ano. Quando percebi que a pessoa que estava à frente do digital ia sair achei que para progredir ao nível da aprendizagem eu teria de sair. Surgiu a Live Content, onde já exerci funções de direção de equipa. Posteriormente convidaram-me para ir para a By que estava, naquele momento, a estruturar um departamento de digital. Depois, a convite da Fullsix, que fez o rebranding do Moche na altura e precisava de uma pessoa com mais experiência para liderar o projeto e gerir as contas. Fiquei aqui mais um ano. Quando saí, trabalhei como freelancer, até que surgiu o convite da Wingman, onde fiquei um ano enquanto responsável de estratégia digital. Entretanto contactaram-me da Allianz e estive aqui mais um ano, onde era responsável pela estratégia e transformação digital. Quando achei que o cliente poderia ser algo monótono, decidi criar o meu próprio negócio, que é a One Punch.

E.

Que mais valias e know-how te trouxeram as diversas experiências, desde trabalhar numa empresa, e do lado do cliente, até a tua própria agência?

P

Basicamente, o meu percurso foi sempre marcado, pelo menos na minha ótica. Nunca foi estar muito tempo no mesmo sítio porque nessa altura fazia-me sentido sair para poder aprender mais. Aqui, o crescimento foi gradual. Do lado do cliente foi importante perceber o outro lado, e as responsabilidades. Competências eu já tinha, portanto achei que era o momento ideal para estar do lado do cliente. Entretanto, estes sítios onde passei deram-me as competências necessárias para me sentir confiante o suficiente para abrir a minha própria agência.

E.

Que tendências estão a surgir na área do Marketing Digital e especificamente no Social Media? E que desafios?

P

Em termos de tendências, o vídeo continua a ser uma das coisas que cada vez mais se produz a nível de formato de conteúdo. Começa a ser a forma mais privilegiada de comunicação. A questão de hoje ser tudo mobile, é importante que as marcas consigam adaptar os seus conteúdos a este meio.

Em social media em concreto o que tem mudado mais é a alteração dos comportamentos em termos de utilização das plataformas. Por exemplo, o Facebook, que muitos dizem que vai “morrer”, acaba por não deixar de ser utilizado. Os comportamentos é que se alteram e as marcas têm de se conseguir adaptar a esta nova realidade. Outra tendência é que cada vez mais as redes sociais são uma plataforma de media, pelo que é importante que exista um plano de conteúdos, de media, de divulgação. As marcas que se conseguirão distanciar das outras são aquelas que têm uma visão mais 360º daquilo que é o seu ecossistema digital: perceber o que é a utilização das plataformas e conseguir entregar na altura certa, ao invés de tentar induzir mudanças de comportamento.

E.

Porque devem as empresas/agências apostar em profissionais especializados nestas áreas?

P

Porque sempre ouvi dizer que ”o barato sai caro”. A realidade é que isto funciona como qualquer outra coisa na nossa vida. As empresas podem não precisar de profissionais altamente especializados, mas claramente não pode ser a pessoa que trata dos e-mails que vai tratar do marketing digital. Precisam de uma pessoa que perceba da área para poder conduzir da melhor forma aquilo que implementam. Muitas vezes as pessoas que estão nas empresas até podem ter potencial, mas precisam de ser pessoas que invistam na sua formação e se atualizem para dar a resposta mais adequada possível e na vanguarda.

E.

Como é que te manténs atualizado sobre o mundo do Marketing Digital? Podes indicar nos alguns recursos ou plataformas que sigas?

P

Não tenho propriamente nada que consulte numa base religiosa. Mas estou muito atento às redes sociais e daí consumo muita informação. Tenho referência como the planning salloon (julian cole), o the drum, ted.com. Estou muito atento, na maioria das vezes, a alguns sites internacionais como o QUARTZ, entre outros. Consulto muitos jornais internacionais, e o blog do Marten wengal.org.

E.

És tutor de vários cursos e workshops da EDIT. Lisboa. Que aspetos destacas desta experiência? Também aprendes com os teus alunos?

P

Por acaso aprendo, conheço novas realidades de pessoas que estão em momentos de carreira diferentes da minha e isso ajuda-me a compreender melhor os processos. Aprendo muito e muitas vezes tem a ver com a abordagem que fazem à teoria que lhes transmito e a transposição que fazem para a marca deles.

E.

Que conselho darias a quem pretende entrar hoje no mercado do Marketing Digital? O que pode fazer para se destacar ao longo do tempo?

P

Aquilo que podem fazer, e que não é para qualquer um, é perceber que tem de haver um espírito de sacrifício muito grande e uma grande capacidade e responsabilidade profissional. E uma grande capacidade de adaptação, porque podes trabalhar diferentes marcas. No início também começas por fazer coisas que podem não ser tão diretas mas que depois aplicas. Na minha altura a minha faculdade tinha um mestrado em ciências de consumo, que na altura me parecia que não fazia sentido, mas com o desenrolar da profissão percebi. Nós não sabemos nada até começarmos efetivamente a fazer. No digital acontece muito a ideia de que para produzir é abrir o computador e fazer, mas não. Na verdade precisas de ter conhecimentos mais teóricos que podes aplicar.

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