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António
Ramos Pires
Professor

entrevista

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António Ramos Pires
Professor

António Ramos Pires é docente no Instituto Politécnico de Setúbal e pertence à equipa da Pós-Graduação em Design Thinking para a Inovação Tecnológica. Dá-nos a conhecer o seu percurso e projetos, salientando as “potencialidades futuras” do trabalho colaborativo, nesta entrevista.

Os ciclos de vida dos produtos e serviços tendem a ser cada vez mais curtos, sendo necessária a sua inovação total ou significativa.

E.

Conte-nos um pouco sobre o seu percurso e porque optou, primeiramente, pela área da Engenharia Eletrotécnica, e depois pelo Controlo e Qualidade e Gestão Industrial. Como surgiu a oportunidade e o interesse por lecionar?

A

Os motivos de opção pela Engª Eletrotécnica são ténues, mas tiveram a ver com a Engenharia em geral. O Controlo da qualidade veio pela responsabilidade profissional nesta área numa empresa produtora de eletrodomésticos. O Ensino superior surgiu quando a Escola de Tecnologia de Setúbal preparava a sua instalação e tinha previsto um curso de Engenharia da qualidade.

E.

Que papel tem a investigação no seu percurso profissional?

A

A investigação surge primeiro no quadro dos graus académicos, que depois se vai desenvolvendo e consolidando.

E.

Pode partilhar connosco alguns projetos/investigações que mais gosto lhe tenham dado fazer parte? Quais as principais conclusões, de forma muito breve?

A

A constituição da RIQUAL (Rede de Investigadores da Qualidade) continua a ser o projeto mais recompensador, bem como a edição da revista TMQ – Techniques, Methodologies and Quality.  Numa segunda linha, a conceção e operacionalização da editora online (Site das Publicações).

O trabalho colaborativo tem grandes potencialidades futuras, suportado nas tecnologias de informação e comunicação.

E.

Na sua perspetiva, porque devem as empresas apostar em metodologias que promovem a criatividade e inovação no desenvolvimento de produtos e serviços, como é o caso do Design Thinking?

A

A competitividade fica em grande parte determinada pelas decisões tomadas na conceção de novos produtos e serviços.

E.

Qual a importância da formação contínua, na sua opinião?

A

As transformações frequentes e drásticas nas tecnologias e nas relações de produção e na própria sociedade provocam grande erosão nos conhecimentos e competências.

E.

A EDIT. e o IPS lançaram recentemente a Pós-Graduação em Design Thinking para a Inovação Tecnológica, da qual é professor. Porque devem os profissionais apostar numa formação desta natureza? Qual a relevância da componente prática da Pós-Graduação, em que os alunos irão desenvolver projetos em laboratório?

A

Os ciclos de vida dos produtos e serviços tendem a ser cada vez mais curtos, sendo necessária a sua inovação total ou significativa, não só mais frequente, mas também mais rápida. Estas atividades implicam riscos, que podem/devem ser minimizados usando metodologias adequadas, onde a componente prática é essencial para obter as desejadas competências.

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