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André Carvalho
Aluno

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André Carvalho
Aluno

O Head of Digital & Strategy na Bastarda, André Carvalho, foi aluno de Digital Marketing & Strategy e Data-Driven Marketing & Analytics na EDIT. Porto e fala-nos sobre o impacto da formação no seu percurso, partilhando também a perspetiva para a área da análise de dados, nesta entrevista.

O papel dos tutores é sempre relevante uma vez que, para além de toda a informação que já está planeada passarem, estão sempre disponíveis para nos ajudar com outro tipo de questões, principalmente problemas que surgem em contexto profissional.

E.

Foste aluno do curso Digital Marketing & Strategy e posteriormente de Data-Driven Marketing & Analytics na EDIT. Porto. Conta-nos um pouco sobre o teu percurso académico e profissional e porque decidiste entrar nestes cursos.

A

A minha formação de base é Gestão de Marketing e mal terminei a licenciatura, comecei a trabalhar no setor automóvel, na Nasamotor. Aí tive a sorte de conhecer o Miguel Gomes que ainda hoje é, para mim, a maior influência que tenho na forma como olho para o meu trabalho e para a visão geral que tenho do mercado.
O digital sempre me entusiasmou muito mais do que qualquer outra área e defini que era esse o caminho que queria para mim – e foi aqui que surgiu a EDIT..
Quando acabei o primeiro curso na EDIT. entrei diretamente no departamento de Marketing da Hyundai Portugal e, a partir daí, estive sempre a trabalhar nessa área. Entretanto regressei à EDIT. porque senti a necessidade de desenvolver e otimizar as minhas análises e relatórios.
Depois da Hyundai, tive uma passagem fugaz por uma multinacional na área da saúde e seguros, até ter recebido o convite da Bastarda.

E.

Já tiveste oportunidade de aplicar no teu trabalho os conhecimentos e ferramentas adquiridos nas duas formações?

A

Sim, claro que sim! A melhor parte de estudar e, ao mesmo tempo, trabalhar na área, é que podemos aplicar o que estamos a aprender logo no dia seguinte.
Neste caso, muitas vezes nem são conhecimentos apreendidos em contexto sala de aula, mas sim em conversas informais que vamos tendo com os tutores e colegas que te dão uma visão diferente daquilo que estamos a fazer.

E.

O papel e contributo dos tutores do curso foi relevante, na tua ótica?

A

O papel dos tutores é sempre relevante uma vez que, para além de toda a informação que já está planeada passarem, estão sempre disponíveis para nos ajudar com outro tipo de questões, principalmente problemas que surgem em contexto profissional.

E.

E sobre o Projeto 360º Digital Campaign, que integraste no programa Digital Marketing & Strategy, qual a tua opinião?

A

É uma fase intensiva e o mais próximo do trabalho de agência possível.
Não é um processo fácil porque se juntam equipas diferentes que não se conhecem e sem rotinas de trabalho e isso obriga-nos a um esforço extra.
Mas é excelente no sentido em que temos de responder a um problema real de uma marca.

E.

Consideras que o Marketing Digital, e especificamente a área de Analytics, deve ser aproveitada e potenciada pelas empresas?

A

Sem dúvida que sim! Já conseguimos ver esse desenvolvimento e mudança de mentalidade em algumas empresas.
Mas acima de tudo, acho que passa por nós, profissionais da área, demonstrar os benefícios e tudo aquilo que podemos acrescentar. Enquanto agência, é apresentar isso ao cliente. Enquanto profissional da área integrado num departamento de marketing, é “vender” as nossas ideias e tentar desenvolver o digital ao máximo porque, a partir do momento em que um cliente ou um gestor se apercebe dos resultados que estamos a ter e do potencial de crescimento existente, tudo fica mais fácil!

E.

Que evolução prevês no campo da análise de dados?

A

Na minha opinião o próximo passo é a organização e seleção da informação.
De repente, temos acesso a um conjunto de dados enorme e queremos analisar e extrair informação de todos. Para além de não ser possível não é, sequer, produtivo.
Resumidamente, a evolução deve seguir no sentido de abrires o portátil de manhã e numa página, conseguires ter acesso a uma visão macro dos resultados que mais influenciam a nossa performance e, a partir daí, perceber o que está a resultar ou não e, de forma seletiva, perceber as razões que estão por detrás disso.

E.

Utilizas algum tipo de recursos ou plataformas para te manteres atualizado sobre as tendências do Marketing Digital e do Analytics?

A

Sim! A maior parte do conteúdo que consumo nasce das necessidades que tenho e da vontade constante de fazer e testar coisas novas.
À parte disso, sou um consumidor de todos os conteúdos do Neil Patel.

E.

Que características deve ter, na tua perspetiva, um bom profissional desta área? Neste sentido, que conselhos podes dar a quem tem interesse em entrar progredir no mercado digital?

A

A principal característica é comum a todas as profissões: gostares do que fazes.
Para entrar ou progredir no mercado, acho que outro ponto chave é fazer acontecer. É criar, implementar e apresentar o teu melhor trabalho.
Para além disso, é seres sério contigo e com os outros e teres sempre a noção que um trabalho só vai ser bom para os outros, se primeiro for bom para ti. Muitas vezes, com o ritmo e quantidade de trabalho que temos, acabamos por, em vez de lançarmos projetos, só os “despacharmos” e temos de perceber que, mais uma vez, mais vale fazer uma seleção e existir um comprometimento com aquilo que conseguimos fazer do que tentar fazer tudo e acabar por não conseguir fazer nada suficientemente bom.
Por fim, acho que é muito importante, seja no digital ou em qualquer outra área, teres uma visão macro relativamente a todo o trabalho que a tua equipa e a tua empresa fazem, sempre com o objetivo de adaptares e moldares o teu trabalho ao contexto onde estás e potenciá-lo da melhor maneira possível!