Newsletter
Menu
Pesquisa

Alexandra Pinto Fula
Aluna

entrevista

164 votos

Alexandra Pinto Fula
Aluna

Alexandra Pinto Fula, Digital Marketing & Community Manager na Marialma, admite nunca ter pensado que as Redes Sociais iriam "ter o peso que têm hoje no mundo empresarial", e na sua carreira. Em busca das “bases que faltavam” ingressou no curso intensivo Social Media Marketing Strategy na EDIT. Porto, e dá-nos, nesta entrevista, o seu feedback sobre o impacto que a formação teve no seu dia a dia, e opinião sobre a área.

Consome conteúdo em quantidades massivas de diferentes fontes e diferentes tópicos. Coisas que tenhas visto, por exemplo, num site de high-fashion, que podes aplicar mesmo se a tua comunicação for mais institucional. Treina a tua perseverança.

E.

As áreas da Comunicação e Marketing fazem parte do teu percurso académico e profissional. Fala-nos um pouco sobre ele, e como surgiu o especial interesse pelo campo do Social Media.

A

O meu início de carreira foi um pouco engraçado! Tirei um mestrado em Marketing e uma licenciatura em Ciências de Comunicação, onde nem sequer toquei no assunto – Redes Sociais – como hoje as conhecemos.  Aliás, até discutíamos o YouTube, o Hi5 ou o Orkut e o início do domínio absoluto dos blogs (sou da idade da pedra) mas nunca pensei que as Redes Sociais iam ter o peso que têm hoje no mundo empresarial e, bem, na minha carreira também. O meu primeiro trabalho foi numa empresa familiar de B2B de calçado onde trabalhava redes como o LinkedIn e o Pinterest para conseguir atingir leads mais qualificados. Era um trabalho de baixo retorno e um pouco lento, na altura. Eu lia tudo o que era artigo sobre o LinkedIn, Pinterest, SEO e content marketing para depois poder aplicar naquilo que estava a fazer. Não havia um guião, alguém que me dissesse que estava no caminho certo ou que aquilo era má ideia, tive que fazer o meu próprio caminho e as decisões que tomava eram 80% por instinto. A partir daí, trabalhei sempre com redes sociais, plataformas e fóruns como meios para atingir o cliente com a mensagem. Diferentes segmentos, diferentes personas. É divertido e um dos únicos trabalhos onde não há uma estratégia eficaz capaz de durar muito tempo. Tens que estar sempre a evoluir! É preciso antever a próxima jogada e acima de tudo não adormecer ninguém com o nosso conteúdo!

E.

Após a conclusão do curso intensivo Social Media Marketing Strategy na EDIT. Porto, qual foi a maior mudança que sentiste no teu quotidiano profissional?

A

Comecei a ver os cursos da EDIT. com verdadeiro interesse no ano passado. Sempre senti que, “ok, até aqui a minha carreira tem sido sempre ligada ao Marketing Digital mas eu não tenho formação em Marketing Digital” e isso começava a causar-me algum desconforto e insegurança, um verdadeiro imposter syndrome. Decidi fazer este curso porque senti que podia trazer-me algumas das bases que me faltavam e sobretudo para melhorar a parte analítica e de interpretação de dados. O impacto no meu dia-a-dia foi sentido, sobretudo, quando discutia dados ou apresentava relatórios, fazia-o de uma maneira mais assertiva e estruturada.

E.

Como descreverias a equipa de tutores que te acompanhou durante a formação? Qual a importância de serem profissionais da área?

A

Surpreenderam-me pela positiva. Quando ainda estava na dúvida sobre tirar ou não o curso, tinha tido algum feedback negativo neste tópico, mas sinceramente não foi o caso aqui. Desde a minha primeira aula que senti que estava a interagir com pessoas que dominavam totalmente a área de que estavam a falar. Senti que podia aprender com eles. O facto de virem de empresas como a Barkin, a Adclick, o grupo Salvador Caetano, dava-lhes credibilidade e a mim a oportunidade de perguntar sobre casos reais, como é que eles planeavam o conteúdo, campanhas, CPC e taxas de interação, etc. Acho que os usei mesmo como benchmark. Foi giro.

E.

Na tua perspetiva, as empresas portuguesas estão a apostar em profissionais especializados da área? Crês que a tendência será para
aumentar?

A

Não duvido. Quem não o fizer vai acabar por se tornar irrelevante.  Estudar comunicação revelou-se útil, acaba por ser a profissão do futuro. As perguntas básicas de qualquer texto jornalístico: Quem? O quê? Quando? Como? Porquê? são os pilares da produção de conteúdo. Isso, aliado às redes sociais e à quantidade de dados que nos fornecem sobre o target desejado, é crucial hoje em dia. Acho que a profissão de Social Media manager vai evoluir e tornar-se mais data-oriented e, por
conseguinte, mais eficaz.

E.

O mundo das redes sociais está em constante mutação. Qual a tua estratégia para te manteres atualizada? Acompanhas alguns
sites ou plataformas?

A

Eu ouço podcasts de todo o tipo como Science of Social Media, criado pela equipa do Buffer, 15 minutos, todas as segundas-feiras, diferentes temas social-media related. E subscrevo plataformas como o site Social Media Today e outros como o Later e mesmo o Hubspot. Cada um tem que encontrar o que funciona para si e tudo pode servir como fonte de inspiração!

E.

Dada a procura cada vez maior na área do Marketing Digital e do Social Media, que conselhos darias a quem se quer destacar no mercado e evoluir profissionalmente?

A

Consome conteúdo em quantidades massivas de diferentes fontes e diferentes tópicos. Coisas que tenhas visto, por exemplo, num site de high-fashion, que podes aplicar mesmo se a tua comunicação for mais institucional. Treina a tua perseverança. Vais bater com a cabeça na parede todas as semanas, tens que ter sempre um plano B! Ah, e faz sempre double check. Não assumas nada, até a Fox faz erros nas redes sociais. Mas provavelmente não és a Fox e não vai ser apenas um percalço giro.

P.S: e abraça totalmente a comunicação com emojis.