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08

Janeiro

19

User Experience

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Tendências de UX&UI Design para 2019

Atualmente, a tendência n.º 1 no design é o contexto: tudo está em contexto e conectado. Em breve, será desenvolvido o mindset para o design universal que engloba tudo o que produzimos, e não apenas a venda final. Neste sentido, apresentamos algumas das tendências de UX&UI Design para 2019, segundo o UX Writer & Researcher Moses Kim, originalmente publicadas no blog UX Planet, do Medium.

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Browsers poderosos

Um browser não é apenas o veículo da internet, mas também um meio de gerar impacto. Estes estão a ficar cada vez mais rápidos, mais poderosos e atrativos: os testes de desempenho dos browsers comprovam aumentos significativos, no caso dos mais populares; os modernos suportam o WebGL 2, que permite um nível totalmente novo de textura 3D e renderização de objetos, e os novos compiladores de streaming, devido ao design de impacto, juntam o código muito mais rapidamente.

Graças a tudo o que acontece na Internet, é bastante difícil para os developers de browsers criarem soluções universais. Os browsers podem ser fantásticos, mas se acederem a sites maus, ficarão “contaminados” com a má experiência do utilizador, pelo que é necessário potenciar melhores escolhas de design de modo a incrementar o potencial atual dos browsers da web.

Animação com propósito

Os novos recursos dos browsers abriram as portas para a animação, não apenas como o movimento de elementos, mas como uma verdadeira oportunidade de design. A disciplina conhecida como motion design envolve muitos aspetos de design, mas cruza a psicologia e a biologia, e este campo de conhecimento será ainda mais explorado em 2019.

Movimento e transições transmitem muitas informações que de outra forma seriam perdidas, e tem a capacidade de envolver um cliente num nível mais profundo. O movimento “fala” melhor do que a iluminação, posicionamento e materiais, e pode contar uma história, sendo, por isso, parte incorporada da marca.

3D em interfaces e deep flat

Por uma questão de velocidade e desempenho, e também de acessibilidade, os UX&UI designers tendencialmente evitam modelos 3D complexos em interfaces de utilizador.

Combinado com uma animação, o 3D torna-se uma poderosa ferramenta de design, sendo atualmente possível não apenas renderizar objetos 3D, mas também usá-los dentro da interface. Neste sentido, os ecrãs menores são perfeitos, e nos últimos tempos, testemunhou-se uma mudança clara no sentido de adicionar profundidade e dimensão ao design plano, sem alterar a sua ideia principal.

Em 2019, o simbolismo plano será mantido, ao mesmo tempo que se terá uma visão realista, e as UIs 3D seguirão o caminho da simplificação e sofisticação.

Design surreal

O design em 3D e movimento trazidos por melhores tecnologias não terão significado se não causarem um impacto emocional. E não será necessária complexidade para causar mais impacto. O estilo “cartoon” de ilustração e até de UI tem um propósito – manter a frescura do look. Espera-se ver mais deste design vanguardista e surreal em 2019. Todavia, nem todas as empresas e produtos podem seguir esta linha de design, pois quanto mais abrangente for o público, mais neutro o design deve ser.

Gradiente 2.0, cores brilhantes e escuridão

Os novos ecrãs têm uma representação de cores fantástica, e os UX&UI designers exploram os gradientes impressionantes nas interfaces de utilizador. O gradiente 2.0 é subtil e simples e não usa cores conflituosas. Tem uma fonte de luz clara e que se alinha com as formas para trazer profundidade. Em 2019 iremos ver mais cores e camadas combinadas, e menos cores vibrantes.

Algo bastante positivo é que os gradientes mais significativos se destacam melhor no fundo escuro, e os temas escuros estão para ficar e serem melhorados apesar de não funcionarem, por exemplo, num dia de sol e estando o utilizador no exterior. Além do mais, nem todos os utilizadores têm acesso a ecrãs OLED, e infelizmente alguns dos gradientes podem ser perdidos.

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Fontes variáveis

Tradicionalmente, os tipos de letra são percebidos como entidades estáticas com um conjunto limitado de parâmetros ajustáveis. Sempre que um design requer vários tipos de letra, os UX&UI designers devem fornecer todos os arquivos para os estilos de fonte usados. Com fontes variáveis, só é necessário um arquivo, porque as fontes variáveis ou generativas fornecem um número infinito de ajustes de peso e largura das letras.

Quando as fontes da Web foram introduzidas, a capacidade de resposta era um aspeto em falta, e a flexibilidade insuficiente resultou em problemas de legibilidade e desalinhamento do próprio design. As fontes variáveis são bastante recentes e ajudam a fornecer fontes para a Web mais rapidamente e ajudam a agilizar o processo de design em geral, pelo que será também uma tendência para 2019.

Figma

As perguntas “os UX&UI designers precisam de fazer código?” ou “os developers precisam de conhecimento sobre UX?” continuam a ser feitas atualmente. Aprender a codificar é uma opção lógica: se o profissional em questão é o único a executar o seu próprio projeto, irá evitar bastantes problemas. No entanto, é preciso ter muito conhecimento para ser um designer relevante e um developer potente, ao mesmo tempo.

Uma das maneiras de atingir esse objetivo é utilizar melhores ferramentas, sendo o Figma uma delas. Antes, os UX&UI designers precisavam de considerar muitas variáveis, como sistemas operacionais, integrações, plugins, armazenamentos, sincronização, colaboração e, finalmente, formas de as montar num só lugar. Até agora, o Figma supera a sua competição em custo, velocidade de desempenho, colaboração, partilha, incorporação, suporte e muito mais, e prevê-se que em 2019 tenha mais e melhores desenvolvimentos.

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User Interfaces de voz

O design não precisa de ser visual ou visível para funcionar. Neste âmbito, construir controlos de voz significa lidar com o processamento de linguagem natural, sendo um processo interno e que está mais relacionado com a escrita, construção de contexto e a sintetização de dados, do que propriamente com o design real. Mesmo assim, os UX&UI designers estão focados em encontrar formas de representar a interface de voz.

Em 2019, possivelmente irá ser testemunhado o aprofundamento do conhecimento de voz da interface do utilizador à medida que mais UX&UI designers passam a ter uma experiência significativa a partir da estética visual simples do design. Contudo, deve ser tido em consideração que o maior desafio com estas interfaces é a interação entre humanos (e ironicamente não a interação homem-máquina). Como UX&UI designers, devem sempre considerar o bem-estar da humanidade como principal prioridade.

Escrita e Edição UX

Em 2017, os UX&UI designers começaram a prestar atenção ao significado das palavras, e foi definido o papel da escrita no design. A escrita UX baseia-se em dois princípios simples: ser respeitoso, por um lado, e útil, por outro. O tempo das pessoas deve ser respeitado e valorizado, e por isso ser conciso torna-se obrigatório. Deve-se ser claro (e não duplicar informação), proteger as más experiências e ser útil, ao mesmo tempo que sincero. Os utilizadores não querem que a empresa se promova, mas sim que os ajude através do seu bom serviço.

Em 2019 assistir-se-á ao desenvolvimento da edição UX como uma disciplina de design, e com os escritores de UX a produzir texto voltado para o utilizador. Os editores de UX analisam e transformam qualquer texto para o converter em algo humano simples. Pelo que não há um curso intensivo para edição de UX: consegue-se obter conhecimento através da experiência, da observação e da bondade.

Cargo de product designer

O UX design é um termo muito amplo. Como resultado, UX&UI designers e empresas de design reúnem extensos portefólios de projetos que vão desde simples utilitários até plataformas complexas. Os service designers podem ter o seu próprio estilo, que pode por sua vez ser aplicado a qualquer produto.

No entanto, a maioria das empresas é de produtos e pode exigir um nível mais profundo de compreensão de um UX&UI designer. Por norma, essas empresas exigem um designer de produto que esteja profundamente integrado na equipa, que tenha todos os dados disponíveis e todas as ferramentas para influenciar o sistema como um todo, e que se concentre nas especificidades do produto ao qual estão associados.

A sorte favorece os corajosos e, em 2019, os UX&UI designers estarão ainda mais dedicados a melhorar as suas skills e a tornarem-se especialistas. O tempo irá confirmar!

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