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DISRUPTIVE BLOG

15

Outubro

20

Digital Design

Ninguém é criativo. Até ser.

“Criatividade: ou tens ou não tens.”
Ouvi isto de um senhor, dono de uma grande empresa em um evento sobre, curiosamente, criatividade.

Acho piada da ideia da inspiração divina, ou do talento inato e sem esforço.
Como se houvesse uma espécie de pessoas criativas, que se juntam todas as quartas, nos fundos de um museu para conversar e falar mal dos mortais não-criativos.

 

Partindo do pressuposto que há pouca probabilidade de sermos convidados para estas
conversas, como podemos exercitar a nossa criatividade?

O cérebro é um “músculo”. Quanto mais o treinamos, mais criativo ele fica.
Parece estranho? Da próxima vez que tiveres a oportunidade de ir ao Reina Sofia
ver a Guernica — ou qualquer outro que te interesse — presta atenção também aos outros que estão ao redor.

Principalmente naqueles que parecem rascunhos, traços mal feitos, rabiscos sem cor.
Estes quadros são testes. Exercícios.
Não se cria nada do nada.
Tudo começa com uma ideia.
Depois ela vira um rascunho.
Depois, um quadro muito mal pintado.
Depois vira um quadro menos mal pintado.
Depois um quadro menos menos mal pintado.
E isto se repete milhões de vezes.

Até virar um quadro relativamente bem pintado muito pequeno exposto numa sala lotada de turistas de todas as partes do mundo.

Quanto mais ideias tivermos, mais criativos ficamos.
E quanto mais ideias más tivermos, é melhor ainda.
É porque aprendemos com os erros.
E vamos, cada vez mais, pintando melhor.
O importante é não parar de ter ideias.

Por isso, fiquei feliz quando aquele senhor abriu a palestra com aquela frase.
Foi motivação para criar este workshop de Digital Creative Lab.
Uma tentativa de desmistificar o processo criativo e ajudar a ter um método para criar.
Justamente porque criatividade não é uma qualidade divina, mas o cérebro pedindo para ser exercitado.

 

Artigo escrito pelo tutor Lucas Yu.

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