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Julho

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Front-end

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Jogar Wordpress em 4-4-2 ou o Reino das Listas

Depois d’“A apologia do designer independente, ou como eu perdi o emprego”, se ficaram convencidos com os meus argumentos e se estimulei a vossa curiosidade, permitam-me dar-vos dicas que podem começar a experimentar agora.

Vamos a um parágrafo na primeira pessoa? Só se for já! Ainda ontem acabei de desenhar – ou alguém desenhou para eu implementar – um site e agora estou a pensar. “Vou botar aqui um wordpress à bruta, e depois vou procurar um daqueles temas com um “site builder” e passar do desenho a um produto interativo com gestão de conteúdos.” E aqui começa a dor de cabeça.

Se, como consequência de uma destas decisões, alguma das frases abaixo já vos passou pela cabeça, quero que saibam que não estão sozinhos e que este “piqueno” artigo é para vós. Cá vai:

● Está bem! E agora onde é que eu coloco uma margem diferente nesta grelha? Onde é que coloco CSS feito por mim?
● Agora tenho CSS da minha autoria em cinco sítios diferentes!
● Vou só instalar mais um plugin, quantos é que já tenho? Trinta e sete?
● Agora este plugin que eu instalei entrou em conflito com outro que já estava incluído no tema!
● O meu site está lento, agora que está no servidor. Será que é por estar a carregar noventa e dois ficheiros de CSS e Javascript e mais quarenta imagens?
● Seria tão bom se eu pudesse fazer esta parte em código…
● Agora não posso atualizar o tema que comprei porque andei a “martelá-lo”
● WordPress é mesmo mau. Deixa fazer coisas demais e, no entanto, não faz aquilo que eu quero!
● Pensei que estava a poupar tempo ao comprar um tema versátil, mas afinal gastei duas semanas a personalizar isto o suficiente para fazer o que eu queria… Mais ou menos o que eu queria… E está preso por fios! O ar movimentado pela flatulência de um guaxinim é suficiente para fazer a página inicial parecer Lisboa em 1755.

Eu sei, lista longa e, quiçá, cedo demais para referir o terramoto. Para compensar, vamos fazer um jogo! Se houver pelo menos dez comentários mencionando quantas das frases supracitadas já pensaram ou proferiram, um de vós, aleatoriamente, ganhará a minha profunda admiração. Apenas um.

Mas divago. E se eu dissesse que, com os vossos conhecimentos de HTML, CSS e Javascript, podiam fazer algo mais personalizado, mais rápido de carregar e com menos plugins na mesma quantidade de tempo que passariam a navegar em menus infindáveis, a colocar três linhas de código aqui e ali e a instalar mais plugins? É difícil de acreditar, mas não temam! Está aqui um ponto de partida para quem quer ter a equipa vencedora para este desafio. E aqui começa, também, a metáfora futebolística.

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A Defesa

Começando na defesa, temos quatro temas “vazios”, com tecnologias e processos de implementação diferentes, que podem instalar agora gratuitamente, em vez daquele que vos ia custar sessenta euros. Estes deverão acelerar o início da vossa implementação. Usem um dos seguintes, ou outro qualquer, que se enquadre melhor no vosso estilo de jogo.

Underscores – O líder de mercado, sólido, fácil de gerar online. Limpo e de confiança.
Bones –  Uma abordagem mobile-first (estou emocionado!) já com tipos de post personalizados
UnderStrap – Para quem quer começar já com Bootstrap e Underscores
FoundationPress – Para quem quer começar já com Foundation

No banco ficam o Sage e o BlankSlate , que apenas não entram de início porque podem assustar os designers em campo. O primeiro porque tem uma abordagem de “frontend moderno” – muito javascript, portanto -, e o segundo por ser tão “despido”. Tem um único CSS quase vazio.

O Meio-Campo

Apresentada a nossa barreira defensiva, vamos ao meio campo. Aqui temos quatro plugins que valem a pena. Realmente poupam tempo e trabalham, garantidamente, bem em conjunto. Deixem-me só dizer outra vez: garantidamente.
Yoast SEO –  A versão gratuita deste plugin já faz muito ao nível da Otimização para Motores de Busca.
Advanced Custom Fields – Quando tipos de Posts personalizados não chegam e querem campos específicos em páginas específicas.
GADWP –  Adiciona Google Analytics ao website e dá acesso a um resumo dos dados de navegação na área de entrada da administração.
● ContactForm7 – Faz formulários sem stress. É o plugin mais restritivo desta lista.

Médios de fora, temos o ACF Content Analysis for Yoast SEO, que é obrigatório quando temos, simultaneamente, o Yoast SEO e o Advanced Custom Fields, visto que os liga, de certa forma. Fica também à espera de ser chamado o Polylang, que é uma das formas mais utilizadas de implementar conteúdo multilíngue em WordPress. Obviamente deve ser mencionado também o Woocommerce, o plugin que faz do WordPress uma loja, mas esse joga numa liga completamente diferente e, sobre ele, seria preciso outro artigo.

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O Ataque

Eis que chegamos à linha da frente. A nossa melhor aposta para marcar em WordPress é o código. Então, aqui, refiro duas das páginas da documentação que mais irão visitar.
WP_Query – A Classe que lida com os pedidos à base-de-dados. Querem mostrar três Posts de uma determinada categoria numa ordem específica? Isto.
WP_Post – O Objeto basilar de wordpress. Deixem-me dizer exatamente quão fundamental é o Post. As páginas, na
realidade, são Posts do tipo “page”.

Dentro em breve, depois destas duas primeiras páginas da documentação, começarão a conhecer primeiro uma, depois outra e, quando derem conta, já conhecem dezenas de classes, funções e objetos de WordPress. No banco ficam todas as páginas sobre taxonomia, categorias, tags, widgets, hooks e por aí adiante…

Deixo-vos com todos estes recursos e com a esperança de nunca vos ouvir dizer “Não está mau, mas não era isto que eu queria”.

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