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A pressa é
inimiga do SEO
by Miguel Maio

Notícia

Porque é que a pressa é inimiga do SEO?

Muitas vezes pedem-me que inicie o projeto SEO o mais rapidamente possível, pois daqui a 15 dias o website tem de estar no topo dos resultados orgânicos dos motores de pesquisa.

Sendo já isto um mau ponto de perdida, o presente envenenado chega mais requinte quando dizem que ainda faltam conteúdos e o website ainda não está pronto.

Como se isto não fosse um presságio suficientemente mau para justificar pânico geral, é necessário que o projeto SEO seja feito num ápice.

Ora, estes erros frequentemente comprometem o sucesso de um website no que diz respeito à sua capacidade de ser encontrado pelos motores de pesquisa.

O que é o SEO?

O SEO – Search Engine Optimization é, entre outras coisas, a capacidade de obter e gerar tráfego qualificado a partir dos resultados orgânicos (não pagos) de um motor de pesquisa para um website. Ou seja, será a capacidade de colocarmos no topo destes resultados o nosso website e permitir que ele seja encontrado.

E o website será encontrado por quem?

Um projeto SEO bem estruturado deve partir – entre outras coisas – de um estudo de palavras-chave. Estas palavras devem ser estudadas do ponto de vista de quem pesquisa. Por exemplo, uma loja “vende”, mas os consumidores “compram”. Muitas vezes, uns vendem um telemóvel e outros compram um telemóvel. O mesmo telemóvel. Só muda a perspectiva. Aqui, dado que queremos vender, interessa a perspectiva de quem vai comprar, ou seja, comprar um telemóvel.

Esta mudança de “lentes” ajuda imenso a perceber que as palavras-chave têm de estar muito relacionadas com o negócio e com os objetivos do website. E, ainda por cima, vão ter de estar presentes no website, ou seja, teremos de ter conteúdos para elas.

E, afinal que mal tem a pressa?

A pressa é nossa inimiga porque um bom projeto SEO tem de conter uma fase de análise, outra fase de implementação. E, depois, voltamos à casa de partida, pois temos de repetir a análise mediante os resultados obtidos.

Dito de uma forma menos formal, significa que a primeira fase compreende a compressão à exaustação de tendências de pesquisa, palavras-chave mais pesquisadas, conhecimento dos concorrentes e seus territórios de pesquisa. E, na análise, estruturação do nosso website para que tenhamos a palavra-chave para a página certa.

E a pressa?

Depois, temos de implementar. Isto significa habitualmente “chatear” bastante o Webmaster do website, pedir uns “redirects”, instalação do Webmaster Tools, web analytics, para conhecermos as fundações técnicas e métricas que nos mexemos.

Depois, temos de implementar os conteúdos, reescrever aqueles textos todos, alterar imagens, e aquele texto lindo de cinco páginas…. Pois…!

Depois de alguns passos de magia mais geeks, ainda temos de esperar que o “webcrawler” do Google nos bata à porta e comece a indexar as nossas alterações, as novas páginas, imagens, textos e afins! Perfeito! Mas, há que esperar um pouco mais para vermos até onde as páginas do nosso website conseguem ir nos resultados de posicionamento do Google.

Não há uma formula mágica, tanto pode demorar uns dias como semanas. E está quase tudo nas mãos do Google e do seu mordomo: “webcrawler”, que vai navegar no nosso website de uma ponta à outra.

O Matt Cutts é o polícia da Google e muito conhecido por quem trabalha SEO afincadamente. Para quem está a ler este texto e está espantando com as “dores de cabeça” que um algoritmo nos pode dar, este vídeo continua a ser um bom e inspirador ponto de partida:

Os projetos SEO devem ser desenvolvidos de uma forma contínua de optimização permanente

As perguntas certas

Os projetos SEO devem ser desenvolvidos de uma forma contínua de optimização permanente. Mesmo depois de chegarmos ao topo dos resultados de uma determinada pesquisa, deveremos olhar para outros indicadores e fazer perguntas: o que fazem estas pessoas no meu website? São qualificadas? Compraram? Leram? Estiveram muito ou pouco tempo? Estas respostas estão na ferramenta web analytics do website e são reveladoras não da quantidade mais sim da qualidade das visitas. E, claro, temos de avaliar sempre a qualificação das visitas.

Se chegou até aqui, considero-o um “leitor qualificado” e resiliente. Mas, o melhor vem no fim. Como é possível executar estes passos em 15 dias (ou menos), num website inacabado? Pois, a resposta agora parece ser mais clara e fazer um projeto SEO em 15 dias é um erro para quem o faz e é um erro para o cliente.

Finalmente, qual a duração recomendável? Não havendo uma formula certa, arrisco-me a apontar para 6 meses, sendo que deverá existir tempo para acertar e optimizar as secções mais importantes do website (habitualmente as de produtos, vendas, catálogos, etc) e ter um bom e estudo de palavras-chaves. Pode ser feito em menos tempo, mas não será a mesma coisa.

É que o projeto SEO não se esgota dentro do que se pode fazer dentro de um website, mas há um universo de coisas muito importantes que têm de ser feitas “lá fora”, depois de termos a casa arrumada.

Acha que não? Já viu a importância que a pesquisa tem na nossa vida? (ou pelo menos, na vida deste casal)

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