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Sofia Peres
Tutora

entrevista

Sofia Peres
Tutora

Sofia Peres, Service Designer na Growin Innovation, revela-nos o seu percurso profissional e como é que este culminou com o Service Design.

Considero-me uma “ativista” na área da inovação e do service design e, o que desejo é partilhar o conhecimento adquirido com outros futuros ativistas.

E.

A tua formação sempre esteve ligada ao design. Conta-nos um pouco sobre o teu percurso académico e profissional.

S

Desde muito cedo a minha curiosidade pelo mundo das artes e do design se pronunciou na minha vida pessoal e profissional. Partindo da minha licenciatura em Design de Comunicação, pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto e, após alguns anos na área do design gráfico, direcionei o meu foco de trabalho para a área do design thinking e service design com o Master em Inovação e Gestão de Design, no Bau Centro Universitário de Design, em Barcelona.

Foi nesta cidade, que comecei a explorar as áreas do service design na empresa We Question Our Project. Motivada pelo desconhecido e pela busca de inspiração, procurei melhorar as minhas habilidades pessoais e profissionais no contacto com novas realidades, inserindo-me no quotidiano de diversas cidades europeias, salientado a minha cidade natal, Porto e outras onde profissionalmente residi, nomeadamente, Sófia e Barcelona.

Atualmente em Lisboa, na empresa Growin Innovation, descubro novos caminhos profissionais.

E.

Em que consiste o Service Design? E de que forma dirias que este contribui para a inovação de negócios e serviços?

S

Um serviço é um produto intangível, algo que não se consegue sentir fisicamente, como por exemplo um serviço de contabilidade, limpeza, educação, tratamentos médicos ou serviços de transporte.

Quando adquirimos um serviço, ao contrário de um produto, não existe uma transferência de posse ou propriedade, mas sim um processo, ou melhor, uma experiência. Através desta reflexão é fácil de compreender que um serviço não é um produto, mas sim um avatar de um serviço. Esta perspectiva começou a estar mais presente no mercado, a partir do momento em que as expectativas dos consumidores em relação aos serviços começou a aumentar, assim como as suas exigências, a um ritmo rápido e efervescente. O uso e desenvolvimento da tecnologia foi um grande influenciador na transformação deste mindset , pois cada vez mais o consumidor está mais próximo da marca e interage de forma mais direta. Deste modo, o service design veio cobrir este “pain-point” do mercado atual.

O conceito do service design surgiu há cerca de vinte anos e, hoje em dia está cada vez mais presente nas empresas que pretendem sobreviver à service-dominant economy que nos rodeia. O service design pretende melhorar e criar novos serviços através da inovação e do design. Com o foco no consumidor, este processo de inovação pretende garantir que a interface de um serviço seja útil, benéfica e desejável do ponto de vista do consumidor e, eficaz, eficiente e distinta do ponto de vista da empresa.

O desafio está em repensar como funciona uma empresa, a nível interno e externo, através do design organizacional, das infraestruturas e da comunicação, atendendo à experiência

E.

Trabalhaste em cidades como Barcelona ou Sofia. Na tua opinião, em

que estado se encontra o mercado português na área do design?

Consideras que esta é uma área em ascensão?

S

Sem dúvida que o mercado português está cada vez mais receptivo à introdução de novos conceitos na área da inovação e do service design. Entidades privadas e públicas estão apostar em inovar na forma como prestam os serviços, como os criam e como os transformam. Todas as semanas são cada vez mais eventos e encontros na comunidade de service design do país, o que é sempre um fator motivante para continuar a lutar e a caminhar nesta área.

Este ano tive a oportunidade de organizar, juntamente com a empresa We Question Our Project, o evento Porto Service Jam na cidade do Porto. Este evento faz parte da organização global sem fins lucrativos Global Service Jam, que anda há seis anos a desenhar e melhorar serviços e que se realiza, simultaneamente, em mais de 300 cidades por todo o mundo. A Porto Service Jam pretende trazer a inovação para todas as pessoas e ser, simultaneamente, um evento divulgativo, capaz de mostrar às pessoas as mais recentes e inovadoras técnicas e ferramentas do service design em apenas dois dias. A ideia é reunir participantes de diferentes backgrounds e juntá-los num evento de maneira a criar, em conjunto, um serviço inovador, tendo em conta os conhecimentos de cada um. A intenção é que no fim das 48 horas saiam com a ideia do que trata o service design e que valor pode transmitir ao ser aplicado em diferentes contextos

E.

Como é a tua rotina diária de trabalho?

S

Para mim, todos os dias são de descoberta. Vejo o meu trabalho como uma oportunidade de expandir o meu conhecimento em diversas áreas.

Explorar diferentes ecossistemas, entender como funciona cada negócio e, estudar os desejos e motivações de cada pessoa, alimenta o meu “vício” de curiosidade e exploração. No fim do dia, o meu desejo é garantir que determinado serviço seja competitivo no mercado e relevante para o utilizador.

E.

Serás tutora do novo workshop da EDIT., Innovation & Service Design.

Como encaras este desafio?

S

Procuro superar sempre todos os desafios a que me proponho e enfrentar os obstáculos com entusiasmo e positivismo. Este workshop não é exceção!

Considero-me uma “ativista” na área da inovação e do service design e, o que desejo é partilhar o conhecimento adquirido com outros futuros ativistas.

E.

Podes deixar algum conselho para os nossos alunos que pretendem

entrar neste mercado?

S

Aconselho a procura de novas oportunidades e não esperar que magicamente apareçam. Ser proativo e inovador não requer formação oficial, requer vontade e acreditar que se é capaz! Estas atitudes perspetivam sucesso pessoal e profissional.

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